12
Mai 08

O teste "MeninoouMenina", já a ser realizado em Portugal, permite aos pais conhecerem o sexo do bebé com apenas 8 semanas de gestação e poderá funcionar também como ferramenta de apoio médico.

 O Genelab - Diagnóstico Molecular, em parceria com a Clínica Universitária de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, acaba de desenvolver uma tecnologia para a determinação do sexo dos bebés a partir da 8ª semana de gravidez, ao contrário das actuais 18 a 22 semanas necessárias para que seja perceptivo na ecografia.
Este teste inovador, desenvolvido com base em técnicas de biologia molecular e já disponível a todos os futuros pais, chama-se "MeninoouMenina" e Portugal será o primeiro país europeu a desenvolvê-lo.
A análise será efectuada a partir de uma pequena amostra de sangue da grávida obtida a partir das 8 semanas de gravidez, sendo a base desta tecnologia o facto de no sangue materno circularem células fetais, a partir dais quais é possível determinar o sexo do bebé. Desta forma, reduz-se pela primeira vez para metade o tempo de espera necessário para a identificação do sexo do bebé.
 Segundo explica em comunicado a Genelab, esta tecnologia «não se limitará a dar resposta à curiosidade dos pais, mas também irá servir como um diagnóstico médico auxiliar».
«Em algumas situações em que existe um historial familiar de doenças é importante saber o quanto antes o sexo do bebé, pois quanto mais precocemente se iniciar o tratamento in-útero maior será a possibilidade de sucesso destes tratamentos», afirmou a empresa. Como tal, este diagnóstico apresenta-se também como uma ferramenta de apoio médico.
Para já, e de acordo com a Genelab, a identificação do sexo fetal não substitui outros exames, como a amniocentese, que permite diagnosticar o síndrome de Down e outras alterações cromossómicas, ou mesmo genéticas.
 

Mais informações: Menino ou Menina

Publicado por Angel@ - BabyClub às 14:20

10
Mai 08

A API (Associação Portuguesa de Fertilidade), promove, no próximo dia 01 de Junho, a 1ª Caminhada pela Fertilidade, na Marginal de Oeiras.

Esta iniciativa decorre no âmbito da comemoração do Mês Internacional da Fertilidade e do Dia Mundial da Criança, e tem por objectivo consciencializar os cidadãos para importância da preservação da saúde reprodutiva.

A caminhada estará integrada na iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras, "Mexa-se na Marginal".

A concentração para a caminhada faz-se na Curva dos Pinheiros (junto à estação de Caxias), pelas 10:00h, e seguirá um percurso de 1700m que termina no Jardim de Paço de Arcos.

 

Todos os participantes terão direito a uma t-shirt que será distribuída no local da concentração, onde a APFertilidade manterá uma pequena tenda fixa.

 

A participação nesta iniciativa é gratuita, mas exige uma pré-inscrição, por razões logísticas. Basta enviar uma mensagem para o seguinte email indicando o número de pessoas: caminhadapelafertilidade2008@gmail.com

 

(Para obter mais informação, poderão contactar a associação www.apinfertilidade.org).

 

Gostávamos muito que esta iniciativa fosse um evento de "família e amigos". Todos são bem-vindos, mesmo os amigos de 4 patas, que são bons caminhantes.

 

Ao teu ritmo, vem caminhar por boas razões.
Dia 01 de Junho contamos contigo!

 

Uma informação disponibilizada pela amiga Maria Pereira 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 19:14

08
Mai 08

...sempre pensei que nunca iria ter leitinho para a Mariana,tal não se veio a revelar!

A Mariana nasceu a 22.58h e por volta da meia noite a Mariana e eu tivemos a 1ª experiência,e mamou meia hora.os primeiros dias foram super difíceis para mim primeiro, porque tinha sido submetida a uma cesariana,depois estava cheia de tubos, o do soro,da epidural e outro que agora não me lembro,não me conseguia mexer,não podia pegar na Mariana, a minhas maminhas começaram a dar sinais de sofrimento,mas mesmo assim nunca desisti,o que fiz foi comprar purelan,coisa que se tornou Tao ineficaz, porque não fez qualquer tipo de efeito,ate que havia uma moça la no quarto, que estava a usar umas tetinas de silicone, e disse, que era o melhor que podia fazer era comprar.O marido foi comprar, e comecei logo por experimentar. A Mariana não achou grande piada,pois claro que não,mas eu não podia desistir pois,tinha as maminhas todas feridas e tinha muito medo se ganhasse infecção,mas lá fui tentando e a Mariana la pegou.

....mal se adaptou, gostou tanto que, nunca mais quis a maminha ao natural. As minhas maminhas ao fim de 8 dias estavam óptimas,graças a Deus era verão e ajudou também,muito ao processo de cicatrização.

As mamadas da Mariana eram de 3 em 3 horas de dia, e de noite era de 3 e outra ao fim de 6 horas. Ouve uma altura que tinha muita produção de leitinho,que tive de comprar uma bomba para poder tirar(a bomba era óptima,não custava nada )o leitinho e punha do biberon e tentava dar à menina,mas nisso é que ela nunca se habituou, ate hoje nunca quis um biberon.

De tal forma que punha o leite fora.

As minhas maminhas enchiam de tal forma que me fizeram algumas estrias por baixo da maminha :-( ,mas nunca tive problemas com o encaroçamento do leite, sempre que sentia a maminha muito cheia e sabia que a menina nao queria o que fazia era retirar com a bomba,ou então ia tomar banho de chuveiro,é óptimo com movimentos circulares na mama o leitinho sai todo super fácil.

por volta dos 4 meses começaram a nascer os primeiros dentinhos à menina,e então ai levava umas boas mordidelas,mas eu punha a tetina e não fazia doer.

hoje,após 8 meses e 2 semanas continuo a amamentar,é claro que o leite não abunda mas a mariana agora tem outras refeições como a sopa,os iogurtes o que é natural o leite escassear.

ela não gosta nem de papas,nem de suplemento,devo dizer que experimentei,e ela vomitava-se toda, não gostava, nem gosta.

sinto me uma mulher feliz,porque apesar de tudo a amamentação é muito importante,foi importante,não a nível de carinho e de afecto,mas a nível pessoal sinto-me feliz e mais madura. Também devo dizer que poupei e tenho poupado em 8 meses de vida da Mariana alguns eurinhos grandes,porque apenas gasto dinheiro em fraldas e iogurtes, roupa,tudo o resto eu gastava antes de ter a Mariana.

E por ultimo quero dizer a muitas mamãs que,pensam que amamentar é horrível,nojento,e estar a por as maminhas de fora não é normal,que amamentar é óptimo,muito bom,e que mantemos uma proximidade junto dos nossos filhos que jamais teremos na vida.estes momentos são únicos,e são só nossos.

DAR DE MAMAR É MUITO BOM PARA A SAÚDE DOS NOSSOS FILHOS.

 

 

Experiência de amamentação da Teresa.

 

Mais uma vez tenho a agradecer à mamã Teresa pela partilha da sua experiência, agora a de amentação.

Muito obrigado mesmo.

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 22:02

Mais uma mamã, a Teresa, que muito amavelmente decidiu partilhar a sua Experiência de Parto com todos nós.

 

...nem sei como começar!!!...mas tem de ser por algum lado...entao aqui vai!!!
...dia 27 de agosto de 2007,fui para a maternidade tal como combinado com o meu medico,para fazer induçao do parto,porque ja estava a passar o tempo(41+2 dias) e a Mariana nao queria nascer...eram nove da manhã,quando cheguei à maternidade e como combinado com o medico liguei para ele a dizer que tinha chegado,para ele dar ordem para eu ser internada,ou seja seria mais rapido,pq nao teria de estar à espera tanto tempo,mas ele tinha o telemovel desligado,mas passado 10 minutos chegou,falamos e ele entrou para a sala de urgencia da obstetricia,dizer que estava la uma paciente dele para fazer induçao,logo a seguir fui chamada...entao tudo começa a partir daqui.
...entrei para a sala, a medica super simpatica,e o resto do pessoal tambem sempre simpatico,a primeira coisa a fazer foi o chichi,para ver se tinha alguma infecçao,2ª foi ir para a maca para a medica me observar,e qual o meu espanto, quando ela me diz,"muito bem,esta senhora esta muito bem encaminhada","ainda vai ter a sua bebe antes da noite por este ritmo,ja tinha 2 cm de dilataçao"(que bom),(eu no começei a ter umas dores fortes que eram as contracçoes),depois de ela me ver,mandou me vestir a roupa de hospital,e medir a tensao,ver analises etc(fui para cima para a sala de induçao...)
ja eram 10 horas da manha...
sala de induçao: enfermeira "fixe",a dita enfremeira que me aturou no ultimo aborto durante 2 dias e que esteve sempre comigo a ajudar-me,ainda se lembrava de mim,"da rapariga que pedia para ir para o bloco fazer cortagem,pq estava cheia de dores",deu me dois clisters,e mandou me caminhar 5 minutos,pra relaxar,feito isto começa a saga!!!!
saga parte I: fui picada para por o soro e a maldita ocitocina,e fazer o maldito toque...a partir daqui nao perguntem horas,pq eu nao sei...só sei que,eram toques uns atras dos outros e qual deles o mais forte,alias a medica disse à enfermeira fixe,que o proximo toque teria de ser daqueles,para acelerar...
só sei que as dores cada vez eram mais fortes um pouco suportaveis,mas chegou a um ponto que tive de levar a injecçao das dores,maldita injecçao,so me dava sono e estava tao mole que nao me apetecia falar(coitado do meu marido)...finalmente sei que às 3 horas da tarde ja tinha 3,5cm de dilataçao,e fui para a sala de partos,para poder levar epidural.
mandaram o meu marido esperar na rua, e vieram dar me a epidural,nao doeu,foi so uma picada.
quando a epidural começou a fazer efeito foi um alivio,mas para fazer a dilataçao mais rapido,levei com a ocitocna ao maximo, e eram toques uns atras dos outros,o meu marido a assistir sempre a tudo(quando eram toques ele estava a espreitar do outro lado da porta.com tudo isto,eram para ai umas 21.45,quando atingi os 8cm de dilataçao,mas havia ali qualquer coisa que nao estava bem,pq começaram a entrar medicos uns atras dos outros e todos a fazer toque, a porem se em cima da minha barriga,para quando viessem contracçoes fazer força,mas nada disso resultou,ate que o enfermeiro disse: "eu vi logo aos 6 cm de dilataçao que isto tava assim"resumindo, a bebe estava transversa,o colo do utero amadurecia de um lado so,e tinha a bacia estreita,ou seja tive 12 horas em trabalho de parto,evitavelmente em sofrimento,no fim ja tinha reagido duas vezes à epidural,estava a ficar com a tensão muito baixa e super ansiosa,a bebe em sofrimento,ate que me fartei e disse,levem me para cesariana ,ate que uma enfermeira disse(palavra magica),dito isto começaram a tirar a ocitocna e a prepara-me para a cesarina,entrei no bloco as 22 horas,mas aqui foi outra caminhada...
saga 2: epidural ja nao queria fazer efeito,eu pedia anestesia geral,mas nao podia ser pq poderiamos ficar as duas lá)entao deram me uma dose mais forte de epidural,mas primeiro que fizesse efeito foi uma eternidade,teve a anestesista de me andar a picar para ver se eu sentia a barriga ainda e mais uma vez vomitei-me toda,finalmente a barriga estava anestesiada e começaram entao a cesariana sentia tudo,nao a dor mas o corte e a tirar a bebe...e foi entao que a Mariana nasceu às 22,58 com um indice de apgar 7-10 e com reanimaçao..vieram mostrar-me, a minha bebe estava toda roxa coitadinha mas quando lhe chamei filha ela olhou para mim e foi entao que sairam com ela para a sala do lado,e continuram a fazer o trabalho tirar a placenta e cozer pois claro,so foram 60 pontos por dentro e 30 agrafos por fora...esta foi a minha dolorosa historia veridica,com um final muito muito feliz graçaas a Deus,finalmente alcancei a minha VITORIA,e tenho a minha MARIANA comigo..

 

Experiência da Teresa

 

Muito obrigado Teresa por teres partilhado a tua experiência com todos nós.

Um parto um bocadinho complicado mas com um final feliz.

 

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 21:49

07
Mai 08

A nossa amiga e futura mamã Marta recebeu o seu tão esperado POSITIVO.

Muitos Parabéns e Muitas Felicidades aos futuros papás.

Publicado por Angel@ - BabyClub às 11:30
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29
Abr 08

A Experiência de Parto da Mariana que amavelmente decidiu partilhar com todos nós.

 

E o momento da Maria foi na sexta-feira, dia 14 de Setembro, pelas 22:35.

O dia começou cedo… Por volta das 6:00 da manhã. A noite fora diferente das outras, ao invés de dormir seguido, acordei quase de hora a hora para ir à casa de banho… Mas não havia dores. Só às 6:00 é que comecei a sentir as primeiras contracções. Deixei-me ficar na cama a fazer a respiração de relaxamento e a pensar: "Será hoje?" As contracções vinham leves ainda, mas ritmadas e de com uma cadência entre 5 e 10 minutos. Cerca das 7 da manhã o Pai acordou e ficou a fazer-me companhia. Concluímos que não devíamos ir trabalhar pois o dia prometia surpresas. Por volta das 8:00 resolvi ligar ao Parteiro, pois era nossa intenção que a Maria nascesse em casa, e ver com ele como estariam as coisas. Pela descrição que lhe fiz, ele disse que estava a vir para cá. Como eu ainda tinha coisas de trabalho para tratar , aproveitei a manhã para tratar delas online - enviar mails, algumas indicações para trabalho a decorrer, etc… Quando as contracções vinham, eu parava, respirava e depois continuava  . Cerca das 11:00 chegou o Parteiro que nos disse que não faria qualquer observação manual naquele momento pois iria apenas ver como eu estava e esperaríamos a ver o que acontecia - sim, porque poderia ser apenas um falso trabalho de parto (TP)! E então cá ficámos em casa… As contracções mantinham-se entre 5 e 10 minutos, perfeitamente suportáveis.

Chegou a hora do almoço. Só me apetecia cozidos e foi o que o Pai cozinhou: polvo com batatas e ovo. Mas o Parteiro alegremente disse: "ou muito me engano, ou não vais comer isso tudo!" Dito e feito! Quando comecei a comer, as dores aumentaram e fiquei com náuseas… Depois do almoço deles, pois eu já não comi mais, fomos ver como estava a dilatação: 5 cm! Boas notícias, já podia ir para a banheira e relaxar com a água quente. E foi isso que fiz: velinhas para dar luz ambiente, água bem quente, incenso e relax. Mas como alguma coisa tinha de correr mal - a lei de Murphy é infalível! - o esquentador pifou! O Pai conseguiu resolver o problema manualmente mas houve a visita de um técnico de reparação de esquentadores ainda nessa tarde! Mas continuando… Entrei na piscina e relaxei… Quando vinham as contracções, deixava que a dor percorresse a barriga e tentava não contrair nada - tinha que deixar o meu corpo trabalhar! Entretanto chegaram as Doulas que deram uma ajuda extra - a colocar mais água na minha barriga a cada contracção e a dar palavras de incentivo. E assim fui até cerca das 18:00, altura em que o Parteiro fez novo toque: 9cm! Quase, quase, tudo pronto. Mais um bocadinho e iria ver a minha menina, pensei!

Demorou mais um pouco até ter os 10 cm - OK para começar a puxar! E começou o período expulsivo. A cada contracção, que nesta altura eram bem dolorosas, tentava empurrar a Maria para fora do útero, mas ela não descia… Periodicamente, o Parteiro ia medindo os batimentos cardíacos dela, que continuavam óptimos, o que nos dava segurança para continuar. Saí da banheira para o quarto e continuei a puxar, e ela continuava a não descer. "Vamos lá ver o que se passa!" E o que se passava era que a Maria, ao invés de estar na posição correcta para se nascer - de nariz para o chão - estava de nariz para o céu. Significa que o período expulsivo poderia ser longo, devido à dificuldade em descer o canal de parto. Mas como tudo estava bem com o bebé, continuámos. Estive em período expulsivo, em diferentes posições, durante 4 horas. Durante esse tempo o Parteiro tentou, por diversas vezes, girar a cabeça da Maria de modo a que ela se posicionasse de outra forma. Mas ela é teimosa e não girou! Eu começava a ficar completamente exausta e as contracções, em vez de ficaram mais efectivas estavam a diminuir de intensidade. E por fim, a bolsa rebenta completamente e apresenta uma cor esverdeada - informação que o Parteiro não me deu na altura para não me afligir. Nessa altura foi tomada a decisão de irmos para o Hospital, pois em casa já não seria totalmente seguro devido à sua posição e ao mecónio no líquido (sendo que a presença de mecónio pode indiciar uma de duas coisas: maturidade do bebé - ou seja, já estando completamente desenvolvido, controlando os seus músculos, teve vontade de fazer o seu cocó, ou então, sofrimento fetal), embora os batimentos cardíacos dela se mantivessem óptimos.

A minha questão na altura foi: "E como é que eu vou, assim, para o Hospital?" - O Parteiro respondeu: "Não te preocupes, vou contigo atrás no carro, se a bebé quiser nascer, eu faço o parto!" E lá fomos nós! Ainda tive contracção no elevador, na entrada do carro e pelo caminho! O carro voava, em marcha de urgência pela cidade de Braga (é incrível que as pessoas no trânsito são mesmo lixadas. Verem um carro, com os 4 piscas ligado, a dar sinais de luzes e a andar em velocidade, e não se desviam!!!), chegámos ao Hospital em menos de 7 minutos. O Pai correu pela urgência a dizer: "A minha mulher está a ter um bebé!" e rapidamente uma cadeira de rodas me veio buscar e levar à sala de partos. Foi um alarido! "Está a chegar uma mãe em TP!!" Parecia um filme! Quando chego mesmo à beira da "simpática cadeira" de partos, veio outra contracção e eu disse: "Vou puxar" e o enfermeiro responde em pânico: "NÃO PUXE!!" - pois ele não sabia se eu tinha ou não a dilatação completa, mas eu continuei a puxar. Subi para a cadeira, ele fez o toque e: "Ok pode puxar." Na próxima contracção eu puxei e ele viu o cabelinho da Maria, mas eu já não estava capaz de fazer mais força e as minhas contracções já estavam a tornar-se espaçadas demais. Tentaram administrar-me ocitocina, mas as minhas veias colapsaram e não era possível. Então a solução foi: episiotomia mais a manobra de empurrar o bebé. Veio outra enfermeira para carregar na barriga, eu puxei na contracção e o enfermeiro deu o corte. Nesse momento eu gritei! Muito! E a enfermeira que me carregava na barriga gritou ainda mais a dizer "Não grite, não grite!" (esta é daquele tipo de situações totalmente desnecessárias e desadequadas, enfim… Mas já esqueci essa dor.) E em poucos segundos, eu ouvi: "Nasceu!" senti como que uma sensação de vácuo. Esperei ouvir o choro, que demorou uns segundos que para mim era a eternidade. Estavam a aspirá-la. Assim que terminaram, ela começou a chorar, primeiro devagarinho, depois em plenos pulmões. Os meus olhos encheram-se de lágrimas e eu senti-me a mulher mais feliz do mundo. Foi um momento único, lindo, e indescritível. Eu só não percebia era porque não ma davam para dar de mamar. Explicaram-me que primeiro iam cuidar de mim, e dela. E nasceu com 3,350kg, 47 e APGAR 9/10!

A partir daqui, foi esperar a placenta sair, verificar de estava tudo bem internamente, coser o corte - "Não me vai coser a sangue frio, pois nã0?" "Não! Vamos pôr o sangue a aquecer primeiro!!" Conseguiram, finalmente, aplicar-me o soro com um medicamento para o útero contrair, aplicou a anestesia local e começou a coser. Foi um momento doloroso, suportável porque me pus a olhar para a Maria 

E finalmente, deram-me a Maria para mamar. Outro momento inesquecível! Ser capaz de alimentar a nossa filha e ver a sua carinha de satisfação!  E lá ficamos os três: eu, o Pai e a Maria num momento que podia ter ficado parado no tempo para sempre.

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Impressões:

- realizar todo o TP em casa foi a melhor opção. Estive sempre à vontade, pude movimentar-me, beber água, estar no meu ambiente, com luz baixa e pessoas que respeitaram o meu espaço. Não fui constantemente tocada, nem mexida. Senti-me sempre segura e confiante de que era capaz! Foram 16 horas e 30 minutos de TP, 8 das quais em TP activo (com mais de 3 cm de dilatação) e eu sinto que passou muito rápido!

- o Parteiro que me acompanhou é, sem dúvida, das melhores pessoas que conheci nos últimos tempos. Um ser humano fantástico, excelente profissional, domina a técnica, e transmite toda a segurança e confiança necessárias. Para o/a próximo/a havemos de conseguir!! 

- o hospital: para mim, é uma violência. Não há respeito pela Mulher, pela Mãe que ali está. Não passamos de mais uma… Há barulho, gente a entrar e a sair! Fiquei convencida que recusar uma epidural num hospital, isso sim, é um acto de coragem! pois quando se está naquele ambiente, presa ao CTG (que nunca me puseram), com soro e ocitocina, as dores serão, com toda a certeza muito superiores ao que eu senti, simplesmente porque não há calma… Claro que foi graças ao hospital que a minha menina aqui está, mas o que quero transmitir é que há um grande e longo caminho a percorrer no sentido da humanização destes espaços.

- ficou uma memória linda do dia 14 de Setembro. Foi o dia mais bonito, mais completo e mais engrandecedor que poderia ter vivido. Quando lembro, a ideia que me ficou foi a de paz e tranquilidade.

Beijinhos e obrigada.

Mariana

 

Obrigado eu Mariana, por partilhares este momento unico e maravilhoso da tua vida, connosco.

Desde já, além de te agradecer o teu testemunho, aproveito para te dar as boas vindas e desejar que gostes do BabyClub.

 

Com os vossos testemunhos podemos sempre ajudar muitas futuras mamãs.

 

Obrigado!

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 19:34

27
Abr 08

Nova actualização hoje das Barrinhas de Barriguinhas com a chegada ao clube de mais uma familia à espera da chegada da sua menina a Maria Leonor.

 

Uma curiosidade: Até agora é só meninas. Deve ser o ano das meninas.

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 11:18

26
Abr 08

Olá mamãs, papás e bebés.

É só para informar as futuras mamãs que as barrinhas foram actualizadas hoje com a chegada ao Clube de mais uma familia grávida. A Mamã Aninha, o Papá Tiago e a Bebé Leticia.

 

Quem quiser que seja adicionada a sua Barrinha de Barriguinha, pode enviar um mail, utilizar os comentários ou deixar informação no Mural dos recados rápidos.

 

Não se esqueçam, conto com a vossa participação também no espaço Partilha, podendo ajudar outras futuras mamãs com os vossos testemunhos.

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 16:07

23
Abr 08

É um método de auto-conhecimento que oferece equilíbrio entre corpo e espírito, yoga significa também união. Viagem para dentro de nós.

O Yoga terá nascido na Índia há mais de cinco mil anos. Os seus ensinamentos viajaram milénios, mas hoje a prática obedece ainda aos mesmos princípios. Filosofia de vida que busca o aperfeiçoamento humano e prática que procura o equilíbrio harmonioso entre corpo e espírito, o yoga é a disciplina da mente, das emoções e da vontade. É, para os seus seguidores, uma forma de liberdade. Uma via para o auto-conhecimento. A fórmula para atingir estes objectivos é tão simples que provoca inquietação: deixar de concentrar todas as atenções na mente, a causa dos nossos maiores desequilíbrios.
Yoga também significa união. Com a divindade, consigo próprio, com o universo, pouco importa que nome se dá à transcedência, o que conta é o desejo de união. Na gravidez, tudo isto faz ainda mais sentido. A viagem para o interior de si que os defensores do yoga tanto apregoam ganha contornos de necessidade, de prática saudável e de método de comunicação pré-natal. O desenvolvimento da «consciência corporal» - outra das imagens comuns no yoga - ganha realismo, sentido. O desejo de união instala-se com mais força e cresce de dia para dia, reforçando os laços entre mãe e filho. Em suma, o yoga volta a grávida para si própria e para o seu bebé. Ensina-a a focar-se no seu corpo em transformação e a gerir as suas emoções ao longo da gestação. Seja qual for o seu nível de preparação física e mental, o relaxamento profundo proporcionado pela prática do yoga transmite à grávida uma sensação de calma interior e harmonia com o meio envolvente. Haverá algo melhor para sentir durante a gravidez?

 

Quando correctamente praticado, o yoga educa o corpo no sentido de conviver harmoniosamente com a força da gravidade. Transmite-lhe leveza. O trio milagroso é composto por uma série de posturas, às quais se dá o nome de ásanas, exercícios respiratórios, pranayama, e meditação, a chave do repouso profundo. À grávida propõe-se que aprenda a descarregar as tensões e a rigidez acumuladas nos músculos e articulações. Sem esforço, sem recorrer a nenhum tipo de sobrecarga, apenas com a ajuda da respiração.

No Primeiro Trimestre a decisão de praticar é algo que deve ser feito com muita cautela, incluindo a orientação de seu professor e também de seu médico. Principalmente se já sofreu algum aborto ou se estão presentes factores de risco.

 

O yoga ajuda a futura mãe a ultrapassar as transformações provocadas pela gravidez desde o início, proporcionando maior percepção de si mesma e da presença do filho dentro do seu corpo. Em silêncio, invadida por uma paz inebriante, a grávida descobre que consegue comunicar com o seu bebé e que a ligação que os une é tão forte que nada será como antes.

 

Qualquer forma de exercício físico praticado durante a gravidez deve ser tão leve quanto possível, de forma a não ultrapassar os limites do que é confortável para a grávida. O yoga não é excepção. As posturas a treinar devem ser as mais simples de todas e as que menos esforço exigem. No entanto, isto não significa que a grávida tenha de ficar sempre em posição de meditação, sem se mexer. Partindo do pressuposto de que as posições praticadas ajudam a grávida a melhorar a sua postura, a andar com menos esforço, a sentar-se com as costas direitas e a distribuir o peso pelo corpo, o objectivo é adaptar a grávida às mudanças da gestação. Durante os exercícios, aprende a concentrar-se na respiração. Os suaves movimentos que ocorrem quando respira fundo e se liberta das tensões criam uma sensação de leveza e liberdade. Nestes momentos, mãe e filho estão intensamente unidos, isolados de todas as interferências.
A relação com a força da gravidade torna-se mais clara para a grávida, ela aprende a sentir-se mais leve. A coluna vertebral ganha flexibilidade e liberta-se da rigidez acumulada.
O yoga ensina às grávidas como obter conforto ao longo dos nove meses de gravidez. Um sentimento que não é apenas físico. O objectivo não é criar uma barreira contra o mundo exterior, mas aprender a não deixar que a impressão digital desse mundo, que se sente todos os dias na pele, nos músculos, nas articulações, condicione a nossa paz interior. É isto que o yoga oferece à grávida:

  • Mais tempo para si e para o seu bebé
  • A oportunidade de viver momentos de silêncio e de paz
  • A possibilidade de desenvolver a sua capacidade de concentração
  • Aprender a relaxar
  • Aprender a gostar mais de si própria

    Locais onde pode praticar yoga:

    - Turiya em Benfica

    - Barrigas & Bebés em Odivelas

    - Centro Pré e Pós Parto em Entrecampos

     

    São apenas alguns locais que eu tenho conhecimento, certamente que existiram mais.

    Se alguém souber mais e quiser divulgar pode deixar a informação nos comentários.

     

  • Publicado por Angel@ - BabyClub às 17:21

    17
    Abr 08

    Acordar o país para as consequências da quebra da natalidade é o objectivo da petição que propõe a criação do Dia da Natalidade / Dia da Grávida.

    Portugal perderá nos próximos 25 anos um quarto da sua população e até 2050 o número de idosos poderá ultrapassar o dobro do número de jovens. Estas são previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE) que se tornarão uma realidade se a tendência actual de quebra na natalidade não for invertida.

    Como forma de acordar o país para esta perspectiva os organizadores do evento Barrigas de Amor decidiram enviar à Assembleia da República uma petição para que seja instituído o Dia da Natalidade (e Dia da Grávida) no dia 9, do mês 9, do ano 2009. Tendo a gestação a duração de 9 meses, este foi o dia com mais simbolismo que a equipa da YProd encontrou para pôr o problema da quebra de natalidade na agenda.

    Na apresentação da segunda edição do evento Barrigas de Amor, que aconteceu hoje de manhã, no Parque dos Poetas, em Oeiras, Yolanda Noivo, directora de imagem da YProd, referiu que a «iniciativa de criar o Dia da Natalidade tem como objectivo que pelo menos uma vez por ano se fale neste problema».

    No âmbito das iniciativas para assinalar o Dia da Natalidade está programada uma edição filatélica, em parceria com os CTT, e o lançamento de uma lotaria especial dos Jogos Santa Casa.

    Créditos: IOL MÃE

     

    Eu já assinei a petição. Queres assinar também?

    Caregue neste link

    Publicado por Angel@ - BabyClub às 15:30

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