08
Mai 08

Mais uma mamã, a Teresa, que muito amavelmente decidiu partilhar a sua Experiência de Parto com todos nós.

 

...nem sei como começar!!!...mas tem de ser por algum lado...entao aqui vai!!!
...dia 27 de agosto de 2007,fui para a maternidade tal como combinado com o meu medico,para fazer induçao do parto,porque ja estava a passar o tempo(41+2 dias) e a Mariana nao queria nascer...eram nove da manhã,quando cheguei à maternidade e como combinado com o medico liguei para ele a dizer que tinha chegado,para ele dar ordem para eu ser internada,ou seja seria mais rapido,pq nao teria de estar à espera tanto tempo,mas ele tinha o telemovel desligado,mas passado 10 minutos chegou,falamos e ele entrou para a sala de urgencia da obstetricia,dizer que estava la uma paciente dele para fazer induçao,logo a seguir fui chamada...entao tudo começa a partir daqui.
...entrei para a sala, a medica super simpatica,e o resto do pessoal tambem sempre simpatico,a primeira coisa a fazer foi o chichi,para ver se tinha alguma infecçao,2ª foi ir para a maca para a medica me observar,e qual o meu espanto, quando ela me diz,"muito bem,esta senhora esta muito bem encaminhada","ainda vai ter a sua bebe antes da noite por este ritmo,ja tinha 2 cm de dilataçao"(que bom),(eu no começei a ter umas dores fortes que eram as contracçoes),depois de ela me ver,mandou me vestir a roupa de hospital,e medir a tensao,ver analises etc(fui para cima para a sala de induçao...)
ja eram 10 horas da manha...
sala de induçao: enfermeira "fixe",a dita enfremeira que me aturou no ultimo aborto durante 2 dias e que esteve sempre comigo a ajudar-me,ainda se lembrava de mim,"da rapariga que pedia para ir para o bloco fazer cortagem,pq estava cheia de dores",deu me dois clisters,e mandou me caminhar 5 minutos,pra relaxar,feito isto começa a saga!!!!
saga parte I: fui picada para por o soro e a maldita ocitocina,e fazer o maldito toque...a partir daqui nao perguntem horas,pq eu nao sei...só sei que,eram toques uns atras dos outros e qual deles o mais forte,alias a medica disse à enfermeira fixe,que o proximo toque teria de ser daqueles,para acelerar...
só sei que as dores cada vez eram mais fortes um pouco suportaveis,mas chegou a um ponto que tive de levar a injecçao das dores,maldita injecçao,so me dava sono e estava tao mole que nao me apetecia falar(coitado do meu marido)...finalmente sei que às 3 horas da tarde ja tinha 3,5cm de dilataçao,e fui para a sala de partos,para poder levar epidural.
mandaram o meu marido esperar na rua, e vieram dar me a epidural,nao doeu,foi so uma picada.
quando a epidural começou a fazer efeito foi um alivio,mas para fazer a dilataçao mais rapido,levei com a ocitocna ao maximo, e eram toques uns atras dos outros,o meu marido a assistir sempre a tudo(quando eram toques ele estava a espreitar do outro lado da porta.com tudo isto,eram para ai umas 21.45,quando atingi os 8cm de dilataçao,mas havia ali qualquer coisa que nao estava bem,pq começaram a entrar medicos uns atras dos outros e todos a fazer toque, a porem se em cima da minha barriga,para quando viessem contracçoes fazer força,mas nada disso resultou,ate que o enfermeiro disse: "eu vi logo aos 6 cm de dilataçao que isto tava assim"resumindo, a bebe estava transversa,o colo do utero amadurecia de um lado so,e tinha a bacia estreita,ou seja tive 12 horas em trabalho de parto,evitavelmente em sofrimento,no fim ja tinha reagido duas vezes à epidural,estava a ficar com a tensão muito baixa e super ansiosa,a bebe em sofrimento,ate que me fartei e disse,levem me para cesariana ,ate que uma enfermeira disse(palavra magica),dito isto começaram a tirar a ocitocna e a prepara-me para a cesarina,entrei no bloco as 22 horas,mas aqui foi outra caminhada...
saga 2: epidural ja nao queria fazer efeito,eu pedia anestesia geral,mas nao podia ser pq poderiamos ficar as duas lá)entao deram me uma dose mais forte de epidural,mas primeiro que fizesse efeito foi uma eternidade,teve a anestesista de me andar a picar para ver se eu sentia a barriga ainda e mais uma vez vomitei-me toda,finalmente a barriga estava anestesiada e começaram entao a cesariana sentia tudo,nao a dor mas o corte e a tirar a bebe...e foi entao que a Mariana nasceu às 22,58 com um indice de apgar 7-10 e com reanimaçao..vieram mostrar-me, a minha bebe estava toda roxa coitadinha mas quando lhe chamei filha ela olhou para mim e foi entao que sairam com ela para a sala do lado,e continuram a fazer o trabalho tirar a placenta e cozer pois claro,so foram 60 pontos por dentro e 30 agrafos por fora...esta foi a minha dolorosa historia veridica,com um final muito muito feliz graçaas a Deus,finalmente alcancei a minha VITORIA,e tenho a minha MARIANA comigo..

 

Experiência da Teresa

 

Muito obrigado Teresa por teres partilhado a tua experiência com todos nós.

Um parto um bocadinho complicado mas com um final feliz.

 

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 21:49

29
Abr 08

A Experiência de Parto da Mariana que amavelmente decidiu partilhar com todos nós.

 

E o momento da Maria foi na sexta-feira, dia 14 de Setembro, pelas 22:35.

O dia começou cedo… Por volta das 6:00 da manhã. A noite fora diferente das outras, ao invés de dormir seguido, acordei quase de hora a hora para ir à casa de banho… Mas não havia dores. Só às 6:00 é que comecei a sentir as primeiras contracções. Deixei-me ficar na cama a fazer a respiração de relaxamento e a pensar: "Será hoje?" As contracções vinham leves ainda, mas ritmadas e de com uma cadência entre 5 e 10 minutos. Cerca das 7 da manhã o Pai acordou e ficou a fazer-me companhia. Concluímos que não devíamos ir trabalhar pois o dia prometia surpresas. Por volta das 8:00 resolvi ligar ao Parteiro, pois era nossa intenção que a Maria nascesse em casa, e ver com ele como estariam as coisas. Pela descrição que lhe fiz, ele disse que estava a vir para cá. Como eu ainda tinha coisas de trabalho para tratar , aproveitei a manhã para tratar delas online - enviar mails, algumas indicações para trabalho a decorrer, etc… Quando as contracções vinham, eu parava, respirava e depois continuava  . Cerca das 11:00 chegou o Parteiro que nos disse que não faria qualquer observação manual naquele momento pois iria apenas ver como eu estava e esperaríamos a ver o que acontecia - sim, porque poderia ser apenas um falso trabalho de parto (TP)! E então cá ficámos em casa… As contracções mantinham-se entre 5 e 10 minutos, perfeitamente suportáveis.

Chegou a hora do almoço. Só me apetecia cozidos e foi o que o Pai cozinhou: polvo com batatas e ovo. Mas o Parteiro alegremente disse: "ou muito me engano, ou não vais comer isso tudo!" Dito e feito! Quando comecei a comer, as dores aumentaram e fiquei com náuseas… Depois do almoço deles, pois eu já não comi mais, fomos ver como estava a dilatação: 5 cm! Boas notícias, já podia ir para a banheira e relaxar com a água quente. E foi isso que fiz: velinhas para dar luz ambiente, água bem quente, incenso e relax. Mas como alguma coisa tinha de correr mal - a lei de Murphy é infalível! - o esquentador pifou! O Pai conseguiu resolver o problema manualmente mas houve a visita de um técnico de reparação de esquentadores ainda nessa tarde! Mas continuando… Entrei na piscina e relaxei… Quando vinham as contracções, deixava que a dor percorresse a barriga e tentava não contrair nada - tinha que deixar o meu corpo trabalhar! Entretanto chegaram as Doulas que deram uma ajuda extra - a colocar mais água na minha barriga a cada contracção e a dar palavras de incentivo. E assim fui até cerca das 18:00, altura em que o Parteiro fez novo toque: 9cm! Quase, quase, tudo pronto. Mais um bocadinho e iria ver a minha menina, pensei!

Demorou mais um pouco até ter os 10 cm - OK para começar a puxar! E começou o período expulsivo. A cada contracção, que nesta altura eram bem dolorosas, tentava empurrar a Maria para fora do útero, mas ela não descia… Periodicamente, o Parteiro ia medindo os batimentos cardíacos dela, que continuavam óptimos, o que nos dava segurança para continuar. Saí da banheira para o quarto e continuei a puxar, e ela continuava a não descer. "Vamos lá ver o que se passa!" E o que se passava era que a Maria, ao invés de estar na posição correcta para se nascer - de nariz para o chão - estava de nariz para o céu. Significa que o período expulsivo poderia ser longo, devido à dificuldade em descer o canal de parto. Mas como tudo estava bem com o bebé, continuámos. Estive em período expulsivo, em diferentes posições, durante 4 horas. Durante esse tempo o Parteiro tentou, por diversas vezes, girar a cabeça da Maria de modo a que ela se posicionasse de outra forma. Mas ela é teimosa e não girou! Eu começava a ficar completamente exausta e as contracções, em vez de ficaram mais efectivas estavam a diminuir de intensidade. E por fim, a bolsa rebenta completamente e apresenta uma cor esverdeada - informação que o Parteiro não me deu na altura para não me afligir. Nessa altura foi tomada a decisão de irmos para o Hospital, pois em casa já não seria totalmente seguro devido à sua posição e ao mecónio no líquido (sendo que a presença de mecónio pode indiciar uma de duas coisas: maturidade do bebé - ou seja, já estando completamente desenvolvido, controlando os seus músculos, teve vontade de fazer o seu cocó, ou então, sofrimento fetal), embora os batimentos cardíacos dela se mantivessem óptimos.

A minha questão na altura foi: "E como é que eu vou, assim, para o Hospital?" - O Parteiro respondeu: "Não te preocupes, vou contigo atrás no carro, se a bebé quiser nascer, eu faço o parto!" E lá fomos nós! Ainda tive contracção no elevador, na entrada do carro e pelo caminho! O carro voava, em marcha de urgência pela cidade de Braga (é incrível que as pessoas no trânsito são mesmo lixadas. Verem um carro, com os 4 piscas ligado, a dar sinais de luzes e a andar em velocidade, e não se desviam!!!), chegámos ao Hospital em menos de 7 minutos. O Pai correu pela urgência a dizer: "A minha mulher está a ter um bebé!" e rapidamente uma cadeira de rodas me veio buscar e levar à sala de partos. Foi um alarido! "Está a chegar uma mãe em TP!!" Parecia um filme! Quando chego mesmo à beira da "simpática cadeira" de partos, veio outra contracção e eu disse: "Vou puxar" e o enfermeiro responde em pânico: "NÃO PUXE!!" - pois ele não sabia se eu tinha ou não a dilatação completa, mas eu continuei a puxar. Subi para a cadeira, ele fez o toque e: "Ok pode puxar." Na próxima contracção eu puxei e ele viu o cabelinho da Maria, mas eu já não estava capaz de fazer mais força e as minhas contracções já estavam a tornar-se espaçadas demais. Tentaram administrar-me ocitocina, mas as minhas veias colapsaram e não era possível. Então a solução foi: episiotomia mais a manobra de empurrar o bebé. Veio outra enfermeira para carregar na barriga, eu puxei na contracção e o enfermeiro deu o corte. Nesse momento eu gritei! Muito! E a enfermeira que me carregava na barriga gritou ainda mais a dizer "Não grite, não grite!" (esta é daquele tipo de situações totalmente desnecessárias e desadequadas, enfim… Mas já esqueci essa dor.) E em poucos segundos, eu ouvi: "Nasceu!" senti como que uma sensação de vácuo. Esperei ouvir o choro, que demorou uns segundos que para mim era a eternidade. Estavam a aspirá-la. Assim que terminaram, ela começou a chorar, primeiro devagarinho, depois em plenos pulmões. Os meus olhos encheram-se de lágrimas e eu senti-me a mulher mais feliz do mundo. Foi um momento único, lindo, e indescritível. Eu só não percebia era porque não ma davam para dar de mamar. Explicaram-me que primeiro iam cuidar de mim, e dela. E nasceu com 3,350kg, 47 e APGAR 9/10!

A partir daqui, foi esperar a placenta sair, verificar de estava tudo bem internamente, coser o corte - "Não me vai coser a sangue frio, pois nã0?" "Não! Vamos pôr o sangue a aquecer primeiro!!" Conseguiram, finalmente, aplicar-me o soro com um medicamento para o útero contrair, aplicou a anestesia local e começou a coser. Foi um momento doloroso, suportável porque me pus a olhar para a Maria 

E finalmente, deram-me a Maria para mamar. Outro momento inesquecível! Ser capaz de alimentar a nossa filha e ver a sua carinha de satisfação!  E lá ficamos os três: eu, o Pai e a Maria num momento que podia ter ficado parado no tempo para sempre.

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Impressões:

- realizar todo o TP em casa foi a melhor opção. Estive sempre à vontade, pude movimentar-me, beber água, estar no meu ambiente, com luz baixa e pessoas que respeitaram o meu espaço. Não fui constantemente tocada, nem mexida. Senti-me sempre segura e confiante de que era capaz! Foram 16 horas e 30 minutos de TP, 8 das quais em TP activo (com mais de 3 cm de dilatação) e eu sinto que passou muito rápido!

- o Parteiro que me acompanhou é, sem dúvida, das melhores pessoas que conheci nos últimos tempos. Um ser humano fantástico, excelente profissional, domina a técnica, e transmite toda a segurança e confiança necessárias. Para o/a próximo/a havemos de conseguir!! 

- o hospital: para mim, é uma violência. Não há respeito pela Mulher, pela Mãe que ali está. Não passamos de mais uma… Há barulho, gente a entrar e a sair! Fiquei convencida que recusar uma epidural num hospital, isso sim, é um acto de coragem! pois quando se está naquele ambiente, presa ao CTG (que nunca me puseram), com soro e ocitocina, as dores serão, com toda a certeza muito superiores ao que eu senti, simplesmente porque não há calma… Claro que foi graças ao hospital que a minha menina aqui está, mas o que quero transmitir é que há um grande e longo caminho a percorrer no sentido da humanização destes espaços.

- ficou uma memória linda do dia 14 de Setembro. Foi o dia mais bonito, mais completo e mais engrandecedor que poderia ter vivido. Quando lembro, a ideia que me ficou foi a de paz e tranquilidade.

Beijinhos e obrigada.

Mariana

 

Obrigado eu Mariana, por partilhares este momento unico e maravilhoso da tua vida, connosco.

Desde já, além de te agradecer o teu testemunho, aproveito para te dar as boas vindas e desejar que gostes do BabyClub.

 

Com os vossos testemunhos podemos sempre ajudar muitas futuras mamãs.

 

Obrigado!

 

Publicado por Angel@ - BabyClub às 19:34

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